Sentado, frente a frente com a tranqulidade, percebi que entre nós, haviam algumas pessoas, de barba, andando na areia. E andando na areia todo mundo parece homem.
A maioria deles, não usa a força bruta quando discordam de suas opiniões ou atitudes, ao contrário, dominam e utilizam o intelecto.
A maioria deles, expressa seus sentimentos.
A maioria deles, aprendeu a driblar a diferença de gostar das rosas, enquanto os demais gostam dos azuis, e mesmo driblando, não costumam estufar o peito e gritar: "OLÈÈÈÈ".
Reparei que alguns viajavam sem sair do lugar e que sentiam muita fome, pois procuravam o tempo todo o que comer, e mesmo no desespero, conseguiam resolver a situação com o olhar, quando encontravam outros que de tão generosos, buscavam sempre dar o que comer a alguém.
Percebi que um deles, deixava uma trilha de gotas por onde passava, comecei a imaginar o que o levara ao pranto... Mas espera! Homem chora? Ele era homem? Não sei, ele estava andando na areia, e andando na areia todo mundo parece homem!
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